domingo, 27 de dezembro de 2015

Quando a religião precisa ser repensada





REFLETINDO SOBRE O FLORESCIMENTO DA LAICIDADE ESPONTÂNEA

Octavio da Cunha Botelho
            
A Era Contemporânea tem experimentado um crescimento do secularismo sem precedente na história, de tal maneira que os povos antigos certamente não acreditariam que, um dia, tamanha laicidade florescesse. No passado, diferente de hoje, quando a população era educada para abraçar a religião, bem como, ao se desencantar ou desacreditar de uma tradição religiosa, a opção era sempre se converter para outra ou, quando um povo era invadido, o mesmo era forçado a aceitar a religião do dominante, de modo que a população nunca voltava as costas para a religiosidade. A opção laica era apenas a decisão de tão poucos indivíduos que nem sequer eram bem notados, em meio à grande maioria religiosa, e quando eram percebidos, os ateus eram discriminados e estigmatizados como cruéis e imorais.

O fenômeno acelerou, sobretudo, a partir do início do século XX, para enfim encontrar, no seu fim e no início do século XXI, algumas sociedades até ameaçadas de se tornarem totalmente seculares, em vista do crescente aumento de ateus nas últimas décadas. Porém, a peculiaridade desta recente modalidade de secularismo é seu caráter espontâneo. À medida que o século XX avançava e o mundo assistia a conversão de muitas nações ao Comunismo, ao ponto de se formarem grandes blocos, tais como a União Soviética e a Yugoslávia, as primeiras sociedades com ideologia ateísta na história, bem como as revoluções comunistas na China e em Cuba, os acontecimentos conduziam para o sentido de que o Comunismo dominaria o mundo e que a religião estaria com os dias contados, uma vez que, para os seus adeptos, “numa sociedade comunista, a religião não tem utilidade”. Alguns pensavam que o Comunismo substituiria a religião. Ou, como proclamavam alguns marxistas da época: “o comunismo é o verdadeiro cristianismo”. Até hoje ainda é possível encontrar autores que entendem que o Comunismo é uma forma de religião.

Por outro lado, os cristãos se horrorizavam com a expansão do Comunismo pelo mundo, bem como, ao mesmo tempo, lhe dirigiam ferozes críticas, prevendo trágicos desfechos para os seus objetivos e anunciando o seu fim. No desespero para conter a sua influência, os padres fizeram de tudo, até inventaram e alardearam os tais Três Segredos de Fátima, cujo segundo segredo profetizava o arrependimento da Rússia e seu futuro retorno ao Cristianismo. Estes segredos foram revelados durante as supostas aparições da Virgem Maria para três crianças (Lúcia, Francisco e Jacinta), nos arredores da cidade de Fátima, Portugal, em 1917. O terceiro segredo, o qual ficou guardado com Lúcia por muitos anos, só foi revelado no ano 2000, pelo papa João Paulo II e trata do problema do ateísmo no mundo. Bem, o Comunismo acabou e a Rússia se transformou em um país democrático com liberdade religiosa, até os Hare Krishnas se infiltraram lá. No entanto, após a queda, a população russa parece que não sentiu saudades do Cristianismo, pois recente pesquisa do Instituto Gallup revelou que apenas 33% dos russos consideram a religião importante em suas vidas. Enfim, a Rússia abandonou o Comunismo, mas não abraçou de volta o Cristianismo com tanto entusiasmo, ou seja, parece que muitos russos se sentiram bem com a ausência da fé cristã. Afinal, o segundo segredo de Fátima dizia que a Rússia iria se arrepender do Comunismo e se converter de volta ao Cristianismo, só que, até agora, a profecia não foi cabalmentecumprida. 

O Comunismo desmoronou e os cristãos não se cansaram de apontar o seu fracasso como um exemplo de que “nenhuma sociedade sobrevive sem deus”, o qual se transformou até em um refrão, de tanto ser repetido. Até hoje é possível encontrar autores cristãos apontando o exemplo, da primeira tentativa fracassada na história da construção de uma sociedade laica, como uma lição, para que não seja repetida.

Agora, o curioso é que, simultâneo a esta vanglória dos cristãos com o fracasso comunista, emergia paralelamente, na mesma época do colapso, no final dos anos 1980, um novo formato de laicidade, que sobrevive e cresce até hoje, ou seja, o secularismo nos países de melhor qualidade de vida no mundo. De caráter inédito, esta é uma laicidade que não foi formada a partir de uma ideologia formal ou da imposição de um regime político, mas sim se caracteriza pelo ímpeto espontâneo da população. Diferente do Comunismo, quando o secularismo era imposto pelo regime e pela ideologia, isto é, de fora e de cima, e levado a cabo através da doutrinação comunista, a laicidade espontânea, por sua vez, é resultado do contentamento da população com a sua qualidade de vida, ou seja, parte de dentro do indivíduo e é opcional. Atualmente, ela está presente e cresce nas sociedades que estão no topo do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (Suécia, Noruega, Dinamarca, Reino Unido, Austrália, Japão, Holanda, Canadá, etc.), daí o desinteresse natural pela religião.

Sendo assim, é curioso questionar porque os cristãos, que tanto se vangloriaram do fracasso comunista, com tantos discursos e escritos sobre o desmoronamento, bem como, antes disto, fizeram tantas previsões e alardearam a derrocada do ateísmo comunista, são agora tão silenciosos, em seus pronunciamentos, quanto a esta atual e florescente modalidade de laicidade: o secularismo dos países de melhor qualidade de vida. E quando, raramente tocam no assunto, tratam apenas do ateísmo em sociedades, com médio ou baixo desenvolvimento humano, que ainda precisam da religião, aí fica fácil explicar a sua utilidade. Por exemplo, confirmadamente, a Noruega é o país que se manteve mais vezes no topo do IDH nos últimos anos, por isso é definida por alguns observadores como o “paraíso na Terra”, a sua porcentagem atual de pessoa que declaram que a religião não tem importância em suas vidas é de 78% e vem crescendo nas últimas décadas, ou seja, uma sociedade que sente que, cada vez mais, precisa menos da religião. Por que os religiosos não comentam sobre esta experiência? Assim, o atual quadro global que mostra o crescimento do secularismo nos países de melhor qualidade de vida e, em contrapartida, o crescimento da religião nos países de pior qualidade de vida é um assunto que não está prioritariamente na pauta dos religiosos. Pois, é embaraçoso discutir o fato de que, nestes países, onde a vida é tão boa e feliz, a religião, ao invés de ser um consolo e uma esperança de felicidade, ao contrário, é um estorvo cultural e social. 

Então, será interessante refletir se esta florescente laicidade, nos países de maior desenvolvimento humano, é prova do fato de que, a partir do século passado, e mais acentuadamente no momento atual, o fator qualidade de vida será o termômetro que medirá a temperatura religiosa de uma sociedade, confirmando assim o fato de que a religião, na presença do alto desenvolvimento humano, é uma cultura viavelmente substituível. Em outras palavras, a religião não tem utilidade nas sociedades com alta qualidade de vida. Ademais, será que, mesmo com a piora na qualidade de vida de um ou alguns destes países que atualmente lideram o ranking, fato que poderá, no futuro, transformá-los em sociedades religiosas novamente, não fará que outros países se ergam, para então, se tornarem mais laicos, provando assim que não é o país, mas sim a qualidade de vida que determina o grau de religiosidade de uma nação. Enfim, o diagnóstico atual parece ser, quanto menos desenvolvimento humano, mais religião, quanto mais desenvolvimento humano, menos religião. Então, será que, finalmente, foi confirmada a causa da necessidade da religião? Interessante tema para se refletir.

Fonte: Observador Crítico das Religiões.

domingo, 1 de novembro de 2015

Arquivo N Simone de Beauvoir

Conheça a vida da filósofa Simone de Beauvoir

Conheça a história de Simone de Beauvoir, expoente do feminismo, que teve um trecho de sua obra inclusa em uma questão do Enem.

Tanto pelo lado do pai, Georges Bertrand de Beauvoir, nascido no coração do faubourg Saint-Germain, o bairro do alto patriciado parisiense, como pelo lado da sua mãe, Françoise Brasseur filha de um banqueiro de Verdum, a jovem Simone de Beauvoir não teria nada a reclamar da vida. Pertencia por assim dizer ao que os franceses chamam crème de la crème.  

Desde que nascera em 9 de janeiro de 1908, fora cercada pelos carinhos da família bem como por uma atenta ama que lhe satisfazia os caprichos. Com exceção de alguns acessos de fúria comuns a uma menina mimada que divertiam sempre o seu pai – considerava-a jocosamente como ‘ insociável’-, nada indicava que no íntimo da encantadora filhinha, mais do que bem-nascida, se gestava a mais profunda defensora da emancipação feminina do século 20, quiçá de todos os tempos. 

Simone de Beauvoir manteve um relacionamento com o filósofo Jean-Paul Sartre

Simone de Beauvoir manteve um relacionamento com o filósofo Jean-Paul Sartre
Foto: Getty Images
 
Ainda entrando na adolescência percebeu que sua inteligência pairava sobre a das suas colegas de escola e outros parentes próximos, o que a levou a uma crescente solidão da qual poucos a tiravam, como sua amiga predileta Elizabeth Le Coin (Zaza) e, mais tarde, aquele que lhe serviu inicialmente como tutor intelectual, o seu primo Jacques Champigneulle (que a apresentou aos poemas de  Mallarmè e outros modernistas menos enigmáticos assim como os pintores da moda).  O pai, ainda que advogado e funcionário graduado sem maiores ambições era um leitor compulsivo e amante do teatro e das representações domésticas quando revela seu discreto lado histriônico, certamente a influenciou na sua inclinação pelo abstrato e no gosto pelos livros.  

Bem ao contrário da maioria das meninas e moças da sua classe social e do seu tempo que seguiam obedientes os ditames e os interditos de uma educação católica e aos mitos de um ‘cristianismo místico’ que tinha por fim formar boas e ‘respeitáveis esposas’, ‘mulheres direitas’, dóceis e crentes. E se isto não fosse alcançado, lhes restava a vida de solteira ou a clausura no convento. 
 
O futuro que a aguardava não as fazia escapar de um matrimônio arranjado (sim, mesmo na Paris do século 20, as famílias católicas tramavam casamentos de conveniência), administração do lar, filhos, festas e férias com a família, etc., causou-lhe crescente aversão.  Indignou-se que os interditos feitos às mulheres em geral não era estendidos aos homens, como se eles pertencessem a outro planeta.
Os primórdios desta sua trajetória rumo à emancipação completa (negou-se a casar, ser dona de casa e a ter filhos) acha-se magistralmente relatado no livro Mèmoires d'une jeune fille rangèe , ‘Memórias de uma moça bem comportada’ , de 1958, escrito na plena maturidade da autora. 

Este magnífico livro, que contou com afiada lembrança da autora, é literatura de alta elaboração. Serviu não apenas como testemunho da façanha pessoal dela em enfrentar os condicionamentos socio-religiosos de uma época ‘e o destino abjeto que a aguardava’. Funcionou, por igual, como uma espécie de roteiro no qual milhares de outras tantas mulheres, suas leitoras, dispersadas pelo mundo Ocidental, se inspiraram. Insatisfeitas com o dia-a-dia que as decepcionava, recorreram à trajetória oferecida por Simone. O ‘eterno feminino’, tão alardeado pelos românticos e outros místicos, tinha um propósito conformista. Uma capsula ideológica que obrigava as mulheres seguirem comportadas conforme o que o mundo masculino determinara. Era preciso romper com aquilo. 

Ouse, ouse... ouse tudo!! 
 
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
(Lou Salomé - Reflexões sobre o problema do amor.) 
 
A partir de Simone, milhares passaram a ambicionar uma vida diferente do que lhes programava a família e a sociedade. Queriam independência, ser autônomas, ter sua profissão, seu sustento próprio, buscavam a felicidade e não a comodidade do lar sem sal em que a maioria delas vivia. Insistiam, como Simone o fez, no prazer de querer viver, ‘de estar no mundo’, de escolher e traçar elas próprias os caminhos a seguir em sua existência, ainda que assumindo os riscos decorrentes disto. 

Os primeiros passos
 
“Inaugurei minha nova existência subindo as escadas da Biblioteca Sainte-Geneviève...” 
 
O convento de Saint-Geneviève, na Place du Panthéon,  desativado pela Revolução de 1789, ficou sem destino por um bom tempo até que a prefeitura de Paris encarregou o arquiteto Henri Labrouste de transformar o belo prédio numa biblioteca. Obra realizada entre 1838-1858. Nenhuma solução poderia ser melhor. Foi neste local magnifico com um impressionante acervo, não muito distante de onde Simone residia, que se transformou no templo da cultura da jovem estudante.
Subir aquelas escadas, disse a escritora, foi o passo mais decisivo em sua vida. Lá, na sala de leitura, devorando a ‘Comédia Humana’ de Balzac, e uma quantidade incontável de tantos outros clássicos, começou a ser forjada uma das mais brilhantes cabeças do século 20. O contato dela com os grandes textos fez com que ela se sentisse suficientemente apta a frequentar as rodas intelectuais masculinas. Aquele seria o mundo dela. 

Seus pais não faziam gosto dela seguir carreira no meio intelectual, mas não lhe criaram obstáculos maiores quando ela se decidiu seguir o Caminho das Letras. Formou-se em Filosofia e a seguir preparou-se para o aggregation, o rigoroso concurso público feito para o ingresso na Normale Supe, a École Normale Superieur, a mais prestigiada entidade francesa para as áreas humanas e científicas (Louis Pasteur e o filósofo Henri Bergson foram um dos tantos gênios que por ela passaram) que formava a elite intelectual do país. 

Três outros também candidatos, Paul Nizan, Jean-Paul Sartre e René Maheu (este, ainda que casado, fora um espécie de namorado de Simone) compunham um grupo apartado do restante. (*)
Inteligentíssimos, sentiam-se a elite, aristocratas do pensamento. Os crescentes contatos que a jovem recém-formada fez com que reconhecessem nela uma parceira digna de privar com eles. Sartre sugeriu aos outros dois que Simone, então com 21 anos, fizesse uma apresentação privada de Leibniz para ajudá-los nas provas. Simone confessou que Sartre foi o primeiro homem que ela conhecera a intimidara intelectualmente.

 Àquelas alturas ela já se indignava que o aborto fosse considerado crime, rejeitava as hierarquias, os valores correntes e as cerimônias que distinguiam a elite, assim como a frivolidade dos amores burgueses. Sentiu então uma forte compulsão para colocar em palavras este sentimento cada vez mais ativo de rebeldia. Nascia a escritora. 

Aprovados, Simone e Sartre, aquelas duas almas gêmeas fizeram um pacto (sentados num banco do Jardim Luxemburgo)  de não se casar, de não ter filhos e de se dedicarem inteiramente à filosofia. Seu compromisso era um Pacto pela Liberdade, uma relação aberta que rejeitava qualquer amarra que os afastasse da atividade de pensar e naturalmente da escrita. Na época foi um escândalo. Admitiam que um marido ou uma esposa tivessem amantes, mas jamais que um homem pudesse viver maritalmente com uma mulher das classes médias de estar com ela sem registro passado por um juiz de paz ou a benção de um sacerdote.  

Como palavra de ordem deixada às demais mulheres, Simone escreveu no seu famoso ensaio ‘O Segundo Sexo’: “Nós não nos deixaremos intimidar pelos ataques violentos dirigidos à mulher nem deixar-se levar pelos elogios interesseiros que são destinados à ‘ verdadeira mulher’.... ("Deuxième sexe" : l'Introduction, La femme indépendante ) 

(*) Paul Nizan aderiu ao Partido Comunista, com quem rompeu em 1939 e morreu um ano depois como soldado francês em Calais quando se deu a invasão alemã de 1940. Maheu tornou-se um alto burocrata que chegou a dirigir a UNESCO e Jean Paul Sartre, tornou-se Sartre.  

 
 

sábado, 3 de outubro de 2015

Tesla e UFOs

Antigravity: Tesla e UFOs

Hoje vamos estudar em um dossiê de imprensa alguns marcos de antigravidade, suas relações com o fenômeno UFO e a pesquisa de Nicola Tesla, possivelmente o cientista mais inteligente dos últimos 500 anos. Esperamos que você goste.

Definição: O conceito de antimatéria

Antimatéria é um tipo de matéria que é simetricamente igual à matéria ordinária sabemos, mas com a diferença que as suas acusações são completamente opostos, respondendo às leis do universo supersimetria. Uma das crenças sobre a antimatéria é que é possível que seu comportamento também se opõe a matéria comum, como outra de suas propriedades, tais como spin.


Hoje sabemos que a matéria é feita de átomos: pequenas partículas no início do século XX acreditava indivisível, e agora teorizam que consistem de um núcleo onde prótons e nêutrons seria encontrada, que giram em torno de
pequenas partículas eletricamente carregadas chamado elétrons. No início do século XX, o físico Nova Zelândia Ernest Rutherford (Prêmio Nobel de Química 1908) teorizou que os átomos seria composto por um núcleo central e partículas elétrons negativos orbitando o núcleo (e não incorporado nela como reivindicado por Joseph John Thomson). Esta teoria especulativa foi complementada pelo físico dinamarquês Niels Bohr (Prêmio Nobel de Física 1922).

Por volta de 1935, já teorizou que os átomos não eram os menores constituintes da matéria, mas ambos os prótons e nêutrons formavam o núcleo em conjunto por duas forças teóricas chamados a força forte e força fraca e em 1975 a teoria de que Por sua vez estes ainda eram feitas de subpartículas chamadas hoje partículas elementares.

Especificamente, foi especulado que os nêutrons seria composta de partículas teóricas, dois para baixo quarks e um quark up e prótons também consistem em partículas teóricas, dois quarks up e um quark down. Férmions seriam os constituintes de toda a matéria que vemos e que por sua vez pode
ser léptons ou quarks; e os bósons são divididos em bósons são os bósons W e Z, o fóton e glúons e os bósons hipotéticos são chamados a gráviton eo bóson de Higgs.

O gráviton é um bóson hipotético, e ser responsável pela interação gravitacional da matéria (interação atrativa). Sua existência é previsto pelas leis atuais da física de partículas e da teoria da gravidade quântica.
Este boson gostaria de um conectivo algumas das grandes teorias da física hoje como é a teoria de tudo.
Da mesma forma como descrito no início, cada partícula tem a sua respectiva anti-partícula, tais como a sua anti electrões tem é a de positrões.

Teoricamente e seguindo o mesmo padrão de conduta e comportamento simétrica do universo, o gráviton também possuem sua antipartícula e ser chamado (em princípio) antigraviton, falou hipoteticamente, seria uma antipartícula elementar.


Se as propriedades eo comportamento de antimatéria são perfeitamente oposição a matéria comum, a antigraviton ser responsável pela interação por uma força repulsiva que iria manter essas antipartículas separadas, com uma magnitude perfeitamente igual à exercida pelo gráviton para produzir interações atraente.

Antigravity propulsão

A possibilidade de utilização de anti-gravidade como uma maneira de impulsionar uma espaçonave hipotética no futuro distante, tem sido objecto de muita controvérsia. Entre os mais conhecidos são:

Trabalho Yevgeny Podkletnov. Em 1996, ele anunciou que a colocação de objectos sobre eletroímãs supercondutores rotativas objetos perdem 2% de sua massa. Podkletnov preferir não usar o termo antigravidade, então agora seus experimentos são designados como "modificação campo gravitacional local". BBC relatou mais tarde que a Boeing estava financiando o trabalho do físico, embora a própria empresa negou.


"Teoria Heim Alargado" - A solução matemática possível do problema da gravitação quântica, enunciada pelo físico Burkhard Heim, prevê a existência de campos antigravitacionais. Alguns cientistas experimentais acreditam ter detectado tais efeitos em imãs supercondutores em rotação.

As equações de Hilbert - O mais plausível para uma antigravidade do motor o matemático alemão David Hilbert, que em 1924 publicou um artigo científico "Os Fundamentos da Física", em que ele previu que uma massa se movendo a uma velocidade superior a hipótese sobre a metade da velocidade da luz produzir um efeito de repulsão quando se aproxima de uma massa estacionária.

Em 2007, o físico Franklin Felber, chefe de pesquisa em várias agências governamentais dos EUA, apresentou uma solução exata da equação do campo gravitacional de Einstein confirmando as previsões de Hilbert: de acordo com a equação, uma partícula viajando a mais de um 57,7% da velocidade da luz originam um cone de antigravidade que poderá atingir até mesmo para promover uma massa comparável à velocidade da velocidade da luz. De acordo com Felber, a aceleração produzido por esta força, também seria muito progressiva, permitindo a tripulado.


O facto de a solução descoberto por Felber é geralmente pouco precisos e algo que também é falsificável, esta opção torna-se mais interessante do ponto
cientificamente. Nos próximos anos, o efeito antigravidade pode ser testado experimentalmente no Large Hadron Collider, ou mesmo no Tevatron. Demonstraram a validade desta solução para as equações de Einstein, as portas para os motores de pesquisa "antigravidade" (também chamado de "hyperdrive"), que possui o Felber poderia estar disponível em apenas um século abriria.

Tesla fez você descobrir os segredos de antigravidade?

Nikola Tesla foi o criador de grande parte da tecnologia que usamos hoje. Sem a genialidade de Tesla não teria rádio, TV, eletricidade AC, bobina de Tesla, iluminação fluorescente, luzes de néon, dispositivos de controle de rádio, robótica, raios-X, radar, microondas e dezenas de outras invenções surpreendentes.


Devido a isso, não é nenhuma surpresa que a Tesla também cavados no mundo do vôo e, possivelmente, antigravidade. Na verdade, sua última patente em 1928 (# 1655114), foi para uma máquina voadora que se assemelhava tanto um helicóptero e um avião. Antes de sua morte, Tesla inventou os planos para o motor de uma nave espacial reportedly. Ele chamou Espaço rígido ou drive antielectromagnético campo.
William R. Lyne escreve em Occult Ether Physics (The Occult Ether Physics), que em uma palestra Tesla preparado para o Instituto para o Bem-Estar dos Migrantes (12 de Maio 1938), de que trata a Teoria dinâmica da gravidade: "Um duas descobertas importantes, que decidiu em cada detalhe, nos anos 1893 e 1894 ".

Enquanto investiga alegações de Tesla, Lyne descobriu que as declarações mais completas relativas a estas descobertas, poderia coletamos somente dispersas e poucas fontes porque documentos de Tesla são armazenados nos cofres do governo por razões de segurança nacional


Quando Lyne pediu especificamente para estes papéis, no Centro de Investigação de Segurança Nacional (agora o Centro de Pesquisa de Robert J.
Oppenheimer), em 1979, foi negado o acesso, porque eles ainda estavam classificadas. Nesta conferência, 1938, Tesla disse que ele estava progredindo com o trabalho, e esperava que poderá em breve dar a teoria para o mundo.

As duas grandes descobertas a que Tesla referidos foram:

A) A Teoria dinâmica da gravidade - que assumiu que um campo de força que é responsável pelo movimento dos corpos no espaço; no pressuposto de que este campo de força sobre o conceito de a curvatura do espaço (como Einstein); Éter é o papel indispensável do fenômeno (de universal gravidade, inércia,
dinâmica e movimento dos corpos celestes, bem como toda a matéria atômica e molecular).

B) Energia Ambiental - a descoberta de uma nova verdade físico: nenhuma energia na matéria mais do que recebeu do ambiente. (O que contradiz Einstein
E = mc 2). O anúncio usual de Tesla em seu aniversário - em seu 79º aniversário (1935) fez uma breve referência à teoria dizendo que se aplica a moléculas e átomos, bem como as maiores corpos celestes, e também ... "toda a matéria em o universo, em qualquer fase da sua existência, desde a sua formação até sua desintegração final. "


Éter atua sobre a força criativa, o doador da vida, e é jogado em "giros infinitesimais" ("microhélices") perto da velocidade da luz, tornando-se matéria ponderável.
Quando as diminuições de força e movimento cessa, a matéria será revertido para o éter (uma forma de "decaimento atômico").

O homem pode aproveitar esses processos para:

-Produce Matéria de éter.
-Criar Qualquer coisa que você quer com a matéria e de energia derivados.
-Alterar O tamanho da Terra.
-Verifique Terra estações (controle de temperatura).
Para orientar o caminho da Terra através do Universo, como uma nave espacial.
Colisões -Causar de planetas para produzir novos sóis e estrelas, calor e luz.
-Originar Vida e desenvolver de infinitas maneiras.

"Eu resolvi uma teoria dinâmica da gravidade em todos os seus detalhes, e espero dar isso para o mundo muito em breve. Explica as causas dessa força e os movimentos dos corpos celestes sob sua influência, com tanto sucesso que um fim seja especulação fútil e falsos conceitos, como o de espaço curvo. De acordo relativista, o espaço tem uma tendência a dobrar, devido a uma propriedade inerente ou a presença de corpos celestes.

"Concedendo uma aparência de realidade a esta ideia fantástica, ainda é muito auto-contraditórias. Cada acção é acompanhada por uma reacção equivalente, e os efeitos desta última estão em oposição directa com as da primeira. Supondo-se que os corpos agir de acordo com o espaço circundante causando curvatura da mesma, parece-me à mente simples que os espaços curvos deve ter a reação corpos e que produzem efeitos opostos, curvas enderezarían.

"Desde que ação e reação são coexistentes, segue-se que a suposta curvatura do espaço é totalmente impossível - No entanto, mesmo se existisse, não explicaria
os movimentos dos corpos como observado.
Apenas a existência de um campo de força pode explicar, e isto aplica-se a hipótese de a curvatura do espaço. Toda a literatura sobre o assunto é fútil e destinado ao esquecimento. "


É uma pena que Tesla não publicar essa teoria dinâmica da gravidade. O pensamento moderno sobre a gravidade sugere que, quando um objeto pesado se move, emite ondas gravitacionais que irradiam na velocidade da luz. Estas ondas
se comportam gravidade de forma semelhante a muitos outros tipos de ondas.

As maiores invenções de Tesla foram todos com base no estudo das ondas. Ele sempre considerou som, luz, calor, raios-X e ondas de rádio são todos os fenômenos relacionados que poderiam ser estudadas usando a mesma aula de matemática. Suas diferenças com Einstein sugerem que Tesla estendeu seu pensamento à gravidade.

Na década de oitenta ele provou que ele estava certo. Um estudo de perda de energia em um pulsar duplo de nêutrons, chamado PSR 1913 + 16 provou que existem ondas gravitacionais. A idéia de Tesla que a gravidade é um efeito de campo é agora levado mais a sério do que levou Einstein.

Infelizmente, Tesla nunca revelou o que o levou a essa conclusão. Ele nunca explicou sua teoria da gravitação do mundo. O ataque foi obra de Einstein foi considerada ultrajante pela establisnment científica de que o tempo, e só agora tem conhecimento suficiente da gravidade para dizer que ele estava certo.

Tesla e os discos voadores antigravidade

Tesla descobriu que a superfície de emissão eletrostática de um condutor sempre se concentrará onde a superfície é curvada, ou tem uma vantagem. Enquanto mais íngreme da curva, ou canto, quanto maior a concentração de emissão de electrões. Tesla também notar-se que uma carga electrostática, em vez fluir através da superfície de um condutor do que o permeado. Este é o chamado efeito de pele ou efeito Faraday, descoberto por Michael Faraday muitos anos.
Isto também explica os princípios da famosa gaiola de Faraday, que é usado em laboratórios de pesquisa de alta tensão, para proteger contra danos ao equipamento e electro humano.

De acordo com relatos de testemunhas de OVNIs dentro, há uma coluna circular ou canal através do centro do veículo. Este serve, como teria uma superestrutura para o resto do veículo em forma de taça, e também exerce uma alta tensão e uma bobina de alta frequência. Acredita-se ser um transformador de ressonância que dá carga electrostática e electromagnética do navio e conjuntos de polaridade.
Esta bobina é o que é conhecido como a "bobina de Tesla" (bobina de Tesla). A bobina de Tesla, é claro, foi inventado por ele em 1891. Esta coluna ou canal é
oco e cerca de dois centímetros de diâmetro. Em alguns veículos, esta área oca contém nele um gerador de turbina.
Quando o vácuo é criado em um hemisfério do navio é permitido correr à pressão atmosférica através do tubo, para realizar um tipo de gerador eléctrico
turbina. Alguns relatos dizem que os alienígenas usar este sistema como usinas de energia estacionários para gerar eletricidade também em seus planetas.

Dr. Townsend Brown e electrogravitación

A idéia de usar a eletricidade de alta tensão para a propulsão não é nova. Tesla lançou as bases no final do século XIX, que foi continuado por cientistas notáveis
Thomas Townsend Brown, que em 1923 descobriu o que mais tarde foi chamado de Efeito Biefeld-Brown.
Thomas Townsend Brown era um estudante do Dr. Paul Alfred Biefeld física no California Institute for Advanced Studies. Brown notou que quando ele tinha duas placas que transportam corrente contínua de alta tensão, separados por um dielétrico, o próprio eletrodo negativo se moveu em direção a placa positiva. Em outras palavras, Townsend Brown descobriu que é possível para criar um campo de gravidade artificial por meio de um condensador de carga com uma tensão elevada.
Thowsend construído um material dieléctrico usando um condensador especial pesado, alta taxa de acumulação (elevado factor K), entre as suas placas e descobriram que, quando foi carregado entre 70.000 a 300.000 volts, iria mover na direcção do pólo positivo. Se ele foi orientada com o lado positivo para cima, proceder a perder cerca de um por cento do seu peso.

Mais tarde, ele atribuiu esse movimento a um campo gravitacional induzida atuação eletro estática entre duas placas do condensador de carga oposta.
Sobre 1958, Thowsend conseguiu desenvolver um modelo de pires 15 polegadas, o que pode subir acima de 110% do seu peso. Experimentos Brown lançaram um novo campo de pesquisa, o que veio a ser conhecido como Electrogravitics, controle de tecnologia de gravidade através da utilização de carga elétrica de alta tensão.
Cerca de um ano antes de este cientista voou um jogo de nave espacial 3 pés de diâmetro com alguns oficiais da Força Aérea, e representantes de um número de
principais empresas de aviação. Quando eles foram energizados com 150.000 volts, discos rapidamente voou em torno de um curso de 50 pés de diâmetro, tão rápido que o assunto foi imediatamente classificado (censurado e tirado de circulação pública).


A revista Interavia relatou mais tarde que os discos poderia atingir velocidades de várias centenas de milhas por hora quando carregada com centenas de milhares de volts. Brown discos foram carregados com uma alta voltagem positiva sobre um fio, executando ao longo do seu bordo dianteiro, e uma alta tensão negativa sobre um fio,
correndo ao longo dos fios à direita edge / traseiros, e de arrasto.
Para ionizar, os fios, o ar ao redor deles formam uma densa nuvem de íons positivos na frente do navio, e uma nuvem de íons negativos correspondente atrás dela. A pesquisa de Brown indicou que, assim como placas carregadas de seus capacitores, estas nuvens de íons induzida uma força gravitacional dirigida para baixo para alto.
Quando em movimento, o disco para frente em resposta ao seu campo gravitacional auto-gerado, implicar com suas nuvens de íons positivos e negativos, ea electrogravity índice associado. Consequentemente, os discos iria montar sua gravidade avançando-ondas, bem como surfistas pegando uma onda do mar.

Mason Rose, um dos seus colegas de Townsend, descrito o princípio operacional dos discos como se segue:

"Os discos feitos por Brown não tem nenhuma hélice, ou jatos, sem partes móveis em tudo, o que eles fazem é criar uma modificação do campo gravitacional em torno de si, que é análogo ao colocá-los na encosta de uma colina íngreme."



Algumas notas sobre o autor:
Professor de matemática, física e química. Expert Systems Engineer condensadores auxiliares. Engenheiro Industrial no Departamento de Investigação e Inovação.
Editor / colaborador externo em revistas Year Zero, Enigmas, e além.
Colaborador regular de programas nas luzes escuras (Punto Radio), Millennium (Radio Galiza). Jornalista e pesquisador sênior Ferran Prat em pirenaica Radio e Radio Punto.
Ele é autor dos livros: "O fenômeno milho círculo incrível" e "UFOs 11-S", ambos publicados pela Editora Corona Borealis.
 Fonte:http://pedromariafernandez.blogspot.com.br/2014/09/la-antigravedad-tesla-y-los-ovnis.html 

sábado, 8 de agosto de 2015

Plano Cartesiano e Introdução a Função

Introdução plano Cartesiano.


Introdução a Função.

Parte I
 

Parte II
 

Parte III
 

Parte IV ( Final )

domingo, 31 de maio de 2015

ALTA ANSIEDADE A MATEMÁTICA DO CAOS

ALTA ANSIEDADE A MATEMÁTICA DO CAOS - Parte 1

ALTA ANSIEDADE A MATEMÁTICA DO CAOS - Parte2 ( Final )


Números Primos


A Música dos Números Primos - Completo - Dublado

ESCOLA PÚBLICA LAICA

O QUE É A ESCOLA PÚBLICA LAICA?

 


A escola pública laica é própria do Estado laico. Só mesmo em situação de extrema incongruência, e por pouco tempo, é possível existir escola laica nas redes oficiais de ensino se o Estado estiver submetido à hegemonia de uma ou mais instituições religiosas. Da mesma forma, a laicidade do Estado não é compatível com a escola pública submetida pela religião. O Estado brasileiro é laico? As escolas das redes federal, estaduais e municipais são laicas?

Em outras seções desta página encontram-se respostas para essas perguntas. Aqui vamos definir os critérios para a realização do diagnóstico dos sistemas públicos de ensino, no que diz respeito à laicidade da educação neles ministrada.

  1. Na escola pública laica, a religião não é matéria de ensino nem coadjuvante de outras matérias. Dito de outro modo: não existe nela a disciplina Ensino Religioso, nem mesmo em caráter facultativo, pelas razões que podem ser encontradas em várias seções desta página; a religião também não penetra clandestina no conteúdo de outras disciplinas. A religião pode ser tema de análise da Filosofia, da Sociologia e da História, mas não é referência para sustentação de valores, visões de mundo, comportamentos ou atitudes. Por exemplo, na escola pública laica, não são feitas orações antes da entrada em sala ou no início de cada aula; nem mesmo aparece nas falas e admoestações dos professores, como, por exemplo, “fique quieto, Jesus está te olhando!” ou nos artifícios disciplinadores, como, por exemplo, “puxar” oração para acalmar uma turma indisciplinada,
  2. Na escola pública laica o ensino é pautado pela atitude crítica diante do conhecimento, ou seja, não há conhecimento sagrado ou inquestionável. Tudo pode ser posto sob o exame da razão: Literatura, História, Geografia, Ciências, etc.  Portanto, o livro didático não pode ser considerado inquestionável ou sagrado, não pode ser apresentado como o depositário do conhecimento pronto e acabado. Ele não é o fim das indagações, apenas um instrumento muito útil para o acesso a informações e a indagações. Do mesmo modo, a palavra do professor não pode ser entendida como a de um profeta, mas de “parteiro” do processo de acesso ao conhecimento, como na feliz imagem de Sócrates, apresentada há 24 séculos. Existem religiões que têm livros sagrados. Segundo seus seguidores, eles contêm a verdade ditada por uma entidade sobrenatural. Na escola pública laica não pode existir livro com estas características. É preciso que os professores e os alunos lembrem-se, todo o tempo, que o conhecimento é historicamente produzido. O que hoje é aceito como a última palavra, pode ser superado amanhã. Assim, a preparação dos alunos tem de ser feita em função da mudança da ciência, da cultura e da tecnologia. E se isso não começar desde o início da escolarização, vai ser difícil reverter a disposição em aceitar fórmulas prontas. Nesse aspecto, a perspectiva laica da escola pública coincide com o que há de melhor na pedagogia contemporânea.
  3. A escola pública laica não objetiva “pôr as crianças nos trilhos”, de cujo traçado prefixado jamais sairão. Nada é mais contra a pedagogia da escola laica do que o trecho do livro Provérbios, da Bíblia, tão repetido pelos adeptos da pedagogia autoritária: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele.” Somente quem acha que tudo já é sabido e dominado pelos mestres de ontem e de hoje pode supor que tem o traçado dos trilhos pronto para todo o sempre. Se essa orientação serve para os ensinamentos religiosos judaico-cristãos, ela não pode ser transferida para a educação, especialmente para a que o Estado laico mantém.
  4. A escola pública laica considera e respeita as opções religiosas dos alunos e suas famílias, sem se prender a critérios estatísticos das religiões dominantes – qual é a religião da maioria? A escola não pode menosprezar crianças por causa da religião que praticam em suas casas ou comunidades de culto. Mesmo que precise ir contra alguns de seus preceitos, como no caso da evolução das espécies, que horroriza aqueles que não conseguem (ou não querem) ir além da compreensão literal da Bíblia. Não fica refém dessa compreensão, que precisa dissolver, mas trata com respeito o que precisa mudar. A escola pública laica não reprime nem humilha as crianças e os jovens, nem mesmo quando eles precisam usar vestimentas próprias dos ritos de suas religiões ou de práticas alimentares em certos momentos. Ela aceita, por exemplo, que os alunos adeptos de religiões afro-brasileiras permaneçam em sala com a cabeça coberta, se isso for exigência de rito de iniciação, ao invés de os forçarem a retirar o lenço, em nome das crenças religiosas dominantes, camufladas por alguma norma geral, como a proibição de uso de bonés na escola.
  5. A escola pública laica não abandona práticas nem conteúdos próprios da cultura escolar nem da cultura popular porque os adeptos deste ou daquele culto podem ficar melindrados. Como fazer isso, é preciso inventar, e não vai ser fácil, devido ao longo tempo de sujeição da escola pública aos ditames das instituições religiosas – católicas por cinco séculos, evangélicas agora, juntas às vezes, separadas e rivais, outras. Não é “fazer média” com os credos dominantes. Nem mesmo aceitar os preconceitos religiosos que os alunos trazem de suas famílias e suas comunidades de culto. Esses preconceitos devem ser enfrentados com coragem, determinação e pedagogia. É o caso da rejeição dos homossexuais pelas correntes religiosas que dizem que a Bíblia os condena, que são doentes e precisam de cura. A escola pública laica não pode incorporar essa homofobia de origem religiosa, tanto quanto a que não precisa desse tipo de justificativa.
  6. Na escola pública laica não há lugar para o integrismo ou o totalitarismo. Há quem pretenda resolver os problemas da sociedade mediante uma concepção de educação que abranja todas as dimensões da vida individual e social, como se todos os processos educacionais fossem submetidos a uma pauta única de valores e a uma direção intelectual e moral unificada. Como, aliás, aconteceu na Idade Média europeia, na época da dita Cristandade, e na Alemanha nazista. Os partidos nazistas, fascistas e assemelhados estão crescendo, em todo o mundo, mas quem defende hoje essa educação totalitária (dita integral), no Brasil, são setores da Igreja Católica: tudo submeter aos dogmas e preceitos religiosos – aos seus. Ora, esse tipo de educação não é hoje possível nem desejável, por pelo menos duas razões. (i) A complexidade da sociedade moderna, na qual as instituições religiosas (ou quaisquer outras) não estão sozinhas na direção dos processos socializadores. Até mesmo as escolas mantidas pelas instituições religiosas dependem de aprovação estatal para funcionarem. São vários os processos educacionais que convergem e divergem: família, escola, instituição religiosa, comunicação de massa, grupos políticos, grupos de convivência, grupos desportivos, etc. (ii) A democracia exige que se abandone toda e qualquer pretensão de educação totalitária, sob que nome venha, mesmo disfarçada pelo termo integral, que tem muitos e diferentes significados, conforme o contexto em que é empregado. A escola, por mais que seja chamada a desempenhar papéis socializadores no lugar das famílias, não pode pretender assumir toda a atividade educacional. Nem as instituições educacionais. Nem os meios de comunicação de massa. Nem mesmo o Estado. A busca de co-ordenação e consenso é o caminho da democracia também no campo educacional. No plano do Estado, os assuntos educacionais são propriamente do Ministério da Educação, mas perpassam os Ministérios da Cultura, das Comunicações, dos Esportes, para mencionar apenas os de mais óbvia interface.
Pelos pontos apresentados acima, podemos concluir que não basta suprimir os elementos mais ostensivos da presença religiosa na escola pública para que ela seja efetivamente laica. Mesmo sem esses elementos, a escola pode estar preparando indivíduos dotados de atitudes propícias para seguir propagandistas de vários tipos – religiosos, políticos, apresentadores de TV, etc. –, por não ter sido capaz de despertar, promover e exercitar o pensamento crítico. Pautar a política pela religião, ainda mais a partir de algum livro considerado sagrado, é sintoma evidente da carência de educação laica.

Podemos concluir, também, que a escola pública laica exige uma adequada preparação de professores e outros profissionais da educação, tanto quanto de recursos materiais adequados como bibliotecas, laboratórios de ciências e espaços de expressão de artes e lazer. Ou seja, a escola pública laica pede muito mais do que a rotina do ensino tradicional (ainda que tenha novidades eletrônicas). E exige, também, dos educadores especial empenho profissional e atenta consciência pedagógica e ética.

É tão difícil definir a escola laica, em poucas palavras, quanto definir democracia. Esta e aquela estão em permanente construção, razão pela qual defini-las, bem como construí-las, só pode ser o resultado de um contínuo esforço coletivo teórico, mas, sobretudo, político-prático.

Mãos à obra!

Fonte : http://www.edulaica.net.br/artigo/28/conceitos/o-que-e-a-escola-publica-laica/

domingo, 24 de maio de 2015

A História do Número 1

 
A História do Número 1 - Primeira Parte
 
A História do Número 1 - Segunda Parte ( Final )